Transporte público é tema de audiência pública na Câmara de Curitiba

O transporte coletivo urbano de Curitiba será tema de uma audiência pública na sexta-feira (22), a partir das 14h, na Câmara de Vereadores. Proposta pelo mandato da Professora Josete (PT), a reunião pretende debater o sistema que já foi considerado modelo para o Brasil, mas que hoje tem uma das passagens mais caras do país, superlotação, frotas sucateadas e o número de usuários caindo a cada ano.

Com o nome Democratizando o Transporte Público em Curitiba, a audiência pautará questões técnicas sobre a tarifa e o contrato vigente que é alvo de investigações por suspeitas de superfaturamento, valores desatualizados, tarifas duplicadas, sonegação, fraude na licitação e formação de cartel. “Com diz o próprio nome da audiência, nosso objetivo é dar a transparência sobre esse assunto trazendo o debate para uma audiência na Câmara”, comenta Josete.

A vereadora destaca que, apesar das promessas, o prefeito Rafael Greca aumentou aumentou a passagem de R$ 3,75 para R$4,25 logo nos primeiros meses de seu mandato. Ela também recorda do acordo entre prefeitura e empresas que pôs fim à uma disputa judicial que tirava a obrigação das companhias renovarem a frota de ônibus. Isso resultou em veículos rodando há mais de 10 anos.

Em relação ao último reajuste, a vereadora aponta que a prefeitura não apresentou de forma detalhada como foram feitos os cálculos que justificaram o aumento de R$ 4,25 para R$ 4,50. “Não há informações sobre quanto subiu os demais itens da planilha, dos elementos que tiveram reajuste no período e quanto isso impacta”, comenta.

Para esclarecer essas dúvidas, a parlamentar convidou para compor a mesa da audiência o presidente da Urbs Ogeny Pedro Maia Neto, e Mauricio Gulin, presidente da Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp). Até o fechamento desta matéria, eles ainda não haviam confirmado suas presenças.

Quem confirmou presença na audiência é o deputado estadual Goura (PDT), que junto com Josete busca na Justiça a suspensão do último reajuste até que seja julgada a ação civil pública proposta pelo Ministério Público com o fim de anular o contrato vigente do transporte coletivo por conta de graves indícios de corrupção.

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