“Qual o custo da bilhetagem e o impacto na passagem ao usuário?”, questiona Professora Josete

Trabalhadores do transporte coletivo acompanharam nesta terça-feira (11), na Câmara de Curitiba, a votação da proposta que autoriza a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica. Por unanimidade, os parlamentares aprovaram o substitutivo de Rogério Campos (PSC) que propõe a substituição gradual dos cobradores. O projeto original da prefeitura – que previa a exclusividade na bilhetagem e possibilitava demissões em massa – não foi debatido em razão da aprovação do substitutivo que retirou a palavra ‘exclusividade’.

Apesar do voto favorável, Professora Josete (PT) apontou que a prefeitura segue sem apresentar informações sobre o custo dessa implantação no sistema e se a mudança trará impacto na redução da tarifa que é cobrada ao usuário. “São questões que levantamos na Comissão de Economia e Finanças, por isso votamos pela devolução do projeto à prefeitura. Fomos voto vencido na comissão (que na sua maioria é composta por vereadores da base do prefeito) mas são dúvidas que seguem sem respostas”, disse Josete, que junto com a vereadora Maria Letícia Fagundes (PV), votou pela devolução da proposta original ao Executivo.

Além de questionar o impacto orçamentário da bilhetagem, a parlamentar alertou sobre o atendimento que hoje é feito pelos cobradores às pessoas com deficiência, cadeirantes, gestantes e idosos. “Sabemos que o trabalho dos cobradores não é simplesmente da cobrança da passagem, eles atuam como agentes de bordo, fazem o auxílio a essas pessoas. Como será após a implantação deste novo sistema?”, questionou.

Professora Josete ponderou que os avanços tecnológicos devem ser acompanhados da garantia de estabilidade aos trabalhadores e fez um alerta à categoria. “Sabemos que houve um acordo feito no Ministério Público do Trabalho, sabemos que há um cronograma, porém é preciso manter a atenção sobre os desdobramentos deste projeto. Além disso, não podemos usar o discurso que esse avanço das novas tecnologias é algo simplesmente ‘natural’, ele também é fruto de decisões políticas dos gestores”, destacou.

Foto: Carlos Costa/CMC

Comment (1)

  • Como que fica o pessoal que recebe o vale transporte em dinheiro e usam a carona compartilhada, isso é dividem o valor do combustível, porque muitos trabalham em duas escolas distantes uma da outra e os horários de ônibus não batem. É aí, como faremos isso?

    Paulo Nogueira
    Responder

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