Município de Curitiba gastou mais de R$ 200 milhões em contratos sem licitação

Vereadores da oposição ao prefeito Rafael Greca (PMN) fizeram um levantamento minucioso sobre os contratos emergenciais feitos pela Prefeitura de Curitiba com dispensa de licitação. Os gastos com contratos novos, renovações e aditivos de prazo somam um montante de R$ 202 milhões somente em 2018. Um relatório com detalhes desses contratos e aditivos foi entregue nesta terça-feira (25) ao Ministério Público.

O documento é assinado pelos vereadores Goura (PDT), Marcos Vieira (PDT), Noêmia Rocha (MDB) e Professora Josete (PT). No levantamento, feito a partir das publicações no Diário Oficial do Município, foram apontadas 43 novos contratos emergenciais com dispensa de licitação, além de seis aditivos.

De acordo com a legislação, os “contratos emergenciais” devem ser feito de forma “excepcional”, motivo a qual os vereadores estranharam o alto número de contratos desta natureza.

A maior contratação é no valor de R$ 96 milhões, referente a coleta de lixo, feita entre o município e a empresa Cavo Serviços e Saneamento S.A. Também chamou a atenção dos parlamentares aditivos concedidos às empresas Risotolândia e à Tecnolimp Serviços. Essa última é a “campeã” em número de contratações emergenciais, somando R$ 33 milhões.

O relatório ainda destaca o contrato entre o município e o Instituto Curitiba de Informática (ICI), no valor de R$ 18,5 milhões; e cinco contratações feitas no mês de junho pela Secretaria de Educação sem que fosse informado a empresa contratada.

Confira a TABELA do relatório contendo todos os contratos emergenciais de 2018.

(foto: Chico Camargo/CMC)

 

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