Professora Josete cobra detalhes sobre mudança de atendimento a gestantes

A vereadora Professora Josete (PT) encaminhou à Prefeitura de Curitiba um pedido de informações acerca da determinação da Secretaria de Saúde em transferir o atendimento a gestantes que aconteciam nas maternidades Bairro Novo e Victor Ferreira do Amaral para o Hospital Evangélico (HE) e para Maternidade Mater Dei. O objetivo, segundo a administração, é liberar leitos das maternidades para pacientes de baixa complexidade sem suspeita de Covid-19, o que liberaria vagas em hospitais de referência para os casos suspeitos ou confirmados de Coronavírus.

O tema foi abordado pela vereadora em sessão online da Câmara Municipal nesta terça-feira (31). Na oportunidade, Josete alertou para a possibilidade de redução na qualidade do atendimento às parturientes, uma vez que a Maternidade Bairro Novo e Victor Ferreira do Amaral são referência no atendimento às gestantes e centros de treinamento em parto humanizado. Ela aponta ainda a falta de um debate prévio com as equipes de profissionais das unidades. “Se houvesse uma consulta previa as próprias enfermeiras obstétricas poderiam auxiliar nessa nova organização das unidades”, comenta Josete.

Durante a sessão, Josete trouxe a situação de duas pacientes que tiveram problemas para serem atendidas no HE e no Mater Dei. “Apesar de entender os esforços e readequações que devem ser feitas no sentido de combater a pandemia, acredito que pelo menos uma das duas maternidades deveria permanecer com o atendimento especializado às gestantes”, afirmou Josete.

Em seu requerimento a parlamentar questiona: a) de que forma foi feita a divulgação desta transferência para as gestantes atendidas no Bairro Novo e na Victor Ferreira do Amaral; b) se está sendo garantida a infraestrutura necessária aos trabalhos, recursos humanos e os equipamentos de proteção individual; c) se há previsão que as equipes do Bairro Novo e Victor Ferreira sejam deslocadas para atender no HE e na Mater Dei; d) e como está sendo tratada a questão referente ao trabalho de parto humanizado – uma vez que as duas maternidades que faziam o atendimento são referência neste tipo de trabalho.

“A Secretaria deveria pensar na continuidade da atenção obstétrica pelas equipes que já atuam nas maternidades. Minha sugestão é a Secretaria reveja essa reestruturação. Devemos pensar na pandemia, obviamente, mas sem descuidarmos do direito das parturientes”, conclui Josete.

Protesto e abaixo assinado

Nos últimos dois dias, profissionais que atuam na Maternidade Bairro Novo organizaram atos para para alertar a população e as autoridades sobre o risco a que estão expostas as gestantes e bebês devido a  decisão da Secretaria de Saúde. “As gestantes estão sendo colocadas em risco ao serem transferidas, já que esses locais que deveriam recebê-las já estão lotados e não estão conseguindo atender as gestantes, que muitas vezes já chegam com o bebê prestes a nascer”, alerta a enfermeira obstétrica Aline Calça, que atua na área de obstetrícia há 19 anos, dos quais seis na maternidade Bairro Novo.

Um abaixo assinado online foi lançado nas redes sociais solicitando que a Prefeitura de Curitiba reveja a medida: bit.ly/peticaobairronovo

Foto: Amanda Nunes/Divulgação

Confira abaixo a manifestação da Professora Josete em sessão online da Câmara de Curitiba

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