Educadores não aceitarão PL da Previdência

Educadores não aceitarão PL da Previdência

Foto: Joka Madruga

Foto: Joka Madruga

Embate segue nesta terça-feira (28). Duas conquistas marcaram manhã do segundo dia de greve

A intenção dos servidores e servidoras é tão clara quanto a do governo do Estado. Se, de um lado os(as) educadores(as) entraram nesta greve conscientes que teriam que resistir, do outro lado o governador fez-se valer de um grande aparato bélico e de ameaças que sinalizaram: a batalha pelas alterações na ParanáPrevidência seria intensa.

Neste segundo dia de cerco fechado à Assembleia Legislativa do Estado, a APP-Sindicato obteve a primeira grande conquista da greve: a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que concedeu à categoria a garantia da participação nas sessões legislativas de votação do PL 252/2015 (até então fechadas à comunidade devido ao teor impopular do projeto).

Na sessão legislativa às escondidas de ontem (27), a bancada de apoio ao governo, conseguiu, com 31 votos a 21, aprovar a constitucionalidade da proposta. A bancada de oposição na Câmara apresentou algumas emendas ao texto aprovado, o que garantiu 24 horas a mais para apreciação dos textos. Tempo em que servidores(as), organizados pela APP, aproveitaram para buscar no TJ a liminar que garante a participação na próxima votação. Tudo que o governador e sua bancada de elite não gostariam neste momento delicado, em que o projeto precisa ser aprovado a toque de caixa.

A segunda grande vitória, veio após o enfrentamento físico. Pela manhã, houve confronto direto com a Tropa de Choque da Polícia Militar, que a mando do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, tentou impedir arbitrariamente que os(as) educadores(as) permanecessem nas ruas aos arredores da Assembleia.

O comando de greve da APP-Sindicato foi até Prefeitura buscar junto ao prefeito Gustavo Fruet e ao secretário municipal de Governo, Ricardo Mac Donald Ghisi, a garantia do direito ao livre acesso às vias públicas e a praça do Palácio Iguaçu.”A Praça Nossa Senhora da Salete e as ruas ao redor da Assembleia são uma área de jurisdição da prefeitura. Fomos impedidos pela tropa do Estado de instalar nossas tendas, barracas e banheiros químicos, como tradicionalmente é feito nas manifestações”, explica o secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues. Foi esta ação que garantiu a retirada da Tropa de Choque do local.

A categoria continua pacificamente a ocupar as ruas no entorno da Assembleia. Hoje (28), não haverá nova votação. Os textos das emendas voltam revisados na sessão legislativa desta quarta-feira (29) quando está previsto a grande mobilização em frente à Alep. “Retira ou rejeita!”: são essas as palavras de ordem das próximas horas de resistência.

SERVIÇO

Fonte: APP Sindicato 

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