Nos 65 anos da Petrobras, Professora Josete defende seu papel estratégico e assina carta compromisso com petroleiros

Nesta quarta-feira (3), data do aniversário de 65 anos da Petrobras, petroleiros e petroquímicos do Paraná organizaram um ato em frente a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. A Professora Josete, candidata a deputada federal pelo PT, esteve presente na mobilização e assinou uma carta compromisso (foto) em defesa da empresa pública, elaborada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro PR e SC, aos candidatos e candidatas das eleições de 2018.

Posteriormente, já na sessão da Câmara de Vereadores de Curitiba, Professora Josete abordou o assunto em plenário, lembrando do histórico da Petrobras e de seu papel estratégico para o desenvolvimento e soberania nacional. Criada no governo Getúlio Vargas com o lema “O petróleo é nosso”, a empresa pública nasceu após um longo processo de lutas que envolveu os movimentos operário e popular recém surgidos nas décadas de 1940 e 1950.

Com a criação da Petrobras, o Brasil passou a ter um projeto de estímulo à busca por petróleo e pela autossuficiência energética, financiado e controlado pelo Estado. Em seu pronunciamento na tribuna, Professora Josete destacou que a Petrobras chega aos 65 anos com um processo acentuado de ofensiva das multinacionais sobre nossas reservas de petróleo e o abastecimento do país de derivados.

Ao destacar sua função social, Josete fez um alerta à privatização acelerada, um verdadeiro crime de lesa-pátria, além de outros ataques aos trabalhadores e trabalhadoras da empresa pública. “A partir do golpe se abriu a fronteira para a exploração e entrega do patrimônio do capital internacional!”, exclamou.

A mudança na política de preços dos derivados de petróleo por parte da gestão Pedro Parente, presidente da Petrobras desde 2016, também foi abordada pela parlamentar. A partir de então as refinarias da empresa passaram a praticar os mesmos preços do mercado internacional, com adoção da paridade e o Brasil passou a sofrer diretamente o impacto das tensões mundiais em torno da disputa pelo petróleo.

Leilões

Para terminar, Professora Josete lembrou da última rodada de licitação do Pré-Sal, realizada na última sexta-feira (28/10). Na oportunidade as petrolíferas internacionais arremataram mais de 90% dos 17,39 bilhões de barris de petróleo que foram leiloados.

A britânica Shell e a norte-americana Chevron levaram sozinhas o bloco de Saturno, na Bacia de Santos, o mais valioso, com reservas estimadas em 8,3 bilhões de barris de petróleo. A ExxonMobil (EUA), a BP (Reino Unido), a CNOOC (China), a QPI (Catar) e a Ecopetrol (Colômbia) dividiram os outros dois blocos da Bacia de Santos (Titã e Pau Brasil), enquanto a Petrobras se contentou com o bloco de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, o menos disputado.

Esse foi o quarto leilão de campos do Pré-Sal, no Regime de Partilha de Produção, que o governo Michel Temer realizou em dois anos de golpe. Neste curto espaço de tempo, as petrolíferas estrangeiras abocanharam a maior parte das reservas do Pré-Sal brasileiro que foram licitadas.

Ao todo, 13 multinacionais já se apropriaram de reservas equivalentes a 38,8 bilhões de barris de petróleo, de um total de 51,83 bilhões de barris que foram leiloados. Juntas, essas empresas concentram 75% das reservas, onde são operadoras em seis dos 14 blocos licitados.

As britânicas Shell e BP já acumulam 13,5 bilhões de barris de petróleo em reservas do Pré-Sal. Mais do que a própria Petrobras, que detém 13,03 bilhões de barris em campos leiloados nas cinco rodadas de leilões.

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